Espaço Saúde
19/05/2012
Apoio da família é fundamental na depressão pós-parto
As variaçãos dos níveis hormonais no organismo, a alteração do metabolismo, assim como os fatores psicológicos, originados de sentimentos conflituosos da mulher com relação a si mesma, ao bebê e ao companheiro, a situação social e familiar contribuem para que a depressão pós-parto aconteça.
De acordo com Érica Lavezzo Dias, psicóloga, a intensidade dessa depressão é variável e pode se tornar um fator que dificulta o estabelecimento do vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, que pode interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança.
Os sintomas que a mulher pode apresentar incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória e podem se resolver espontaneamente em até seis meses depois da gestação, com o apoio da família que é essencial para o tratamento.
No entanto existem casos mais sérios onde a paciente precisa de acompanhamento psicológico e com o uso de medicamentos. O diagnóstico pode ser dado no hospital, mas pode acontecer de o transtorno se manifestar quando a mãe já está em casa e aí Érica Lavezzo ressalta que os familiares devem se atentar ao comportamento da mulher.
Quando existe o apoio da família o tratamento e os riscos para a mãe e para o bebê são menores. “É importante o seu diagnóstico precoce, pois ajuda as mães na resolução dos conflitos para o estabelecimento de vínculos adequados com seu filho e quem pode ser a ponte para a descoberta é a família”, finaliza.